segunda-feira, outubro 30, 2006

HISTÓRIAS DE QUANDO EU ERA DEE-JAY (IV)


Sempre convivi pacificamente com o cheiro da maconha. Mas alguma coisa estava errada naquela noite. Um cheiro absurdamente forte de maconha vinha do camarote do Jorge Ben Jor, que iria dar um show no Rádio Clube.

As portas ainda estavam fechadas, uma multidão lá fora -- e quantidades industriais de fumo sendo consumidas no camarim. Dei um toque no produtor que o cheiro estava forte demais, até porque sempre havia alguns policiais na entrada de um show com muita gente e podia sobrar para alguém.

O cheiro não parou. Em compensação, um sujeito vestido de branco apareceu com o maior defumador que eu já vi, jogando fumaça para tudo o que é lado. Saiu do camarim e foi até o palco, defumando tudo o que via pela frente.

No final, o defumador não tinha tirado o cheiro da maconha. Amalgamara-se a ele. E ficou assim o tempo todo. Até que a mulher do dono do RC perguntou para o produtor do Ben Jor:

- Que incenso gostoso esse que você acendeu aqui... Qual que é?

O cara só riu e disse:

- Segredo!

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